13 de junho de 2008
Entrevista: Shaman

Uma das bandas mais respeitadas do Brasil, marca sua presença na 10ª edição do Roça ‘n’ Roll. O Shaman toca pela primeira vez em Varginha e promete um show inesquecível. Formado por Thiago Bianchi (vocal), Ricardo Confessori (bateria), Fernando “Fumaça” (baixo) e Léo Mancini (guitarra), hoje o Shaman está revigorado e o disco “Immortal” prova isso! Na entrevista, o vocalista Thiago e o batera Ricardo Confessori falaram um pouco mais sobre a nova fase da banda e da expectativa de tocar no Roça ‘n’ Roll.
1- O Shaman passou por algumas indefinições após a saída dos antigos membros do grupo. A banda já está completamente reestruturada e pronta para dar continuidade à carreira com um novo álbum?
(Thiago) - Claro... “Prontos” já estávamos antes de começarmos a fazer o “Immortal”. Há quatro meses que tocamos essa nova fase com muita disposição e vontade! O Shaman é nossa vida agora e com certeza, mesmo nessa situação inconstante que o Metal Nacional se encontra, nada nos desviará do caminho que essa banda obstinada tem a seguir!
2- Não é nenhuma surpresa a grande aceitação do Shaman pelos fãs de Heavy Metal no país. Como se sentem em ser uma das bandas mais respeitadas na cena nacional?
(Thiago) - Pois é! Cara... pra ser sincero, eu ainda não acredito muito nessa realidade (Leo, Fuma e Eu) em que vivemos! E te digo mais, sempre pensei que vida de “Rock Star” fosse só “sombra e água fresca”... não podia estar mais longe da verdade! Toda semana é uma luta sangrenta e aquela história de “matar um Leão por dia” é infinitamente mais séria agora. Sim, pois se você é muito mais “ouvido” e logo, muito mais “rastreado” pela mídia, ou mesmo os próprios fãs, todas atitudes e escolhas tem de ser sempre bem pensadas, de forma que sua influência nas pessoas seja exercida sempre pelo bem das mesmas! E em minha opinião, isso é o mais importante!
3- O Shaman teve sua origem inicial no Angra. Vocês se consideram livres desse estigma? Não que reneguem essa origem nobre, mas buscam se distanciar da passagem de André Matos e Luiz Mariuti pelo Shaman para evitar possíveis comparações com o direcionamento musical dos antigos membros?
(Ricardo) - Não acho que o Angra me persiga, ele me acompanha, o que é bem diferente. A força de uma banda está na sinapse entre seus integrantes, que imprimem a junção de forças no nome da banda – que é muito maior que a soma dos nomes isolados dos mesmo integrantes. Por isso acho que não importa quem esteja na banda, ninguém é insubstituível, todos podem ser superados.
(Thiago) - Hum... não exatamente! Renegar o passado é algo muito feio a meu ver, além do mais, jamais deixaria de olhar pra trás, pois a história dessa banda é muito forte! O fato é saber distinguir admiração de nostalgia! Se a história existe e é bonita, cabe a nós continuarmos da forma mais honesta e guerreira que conseguirmos! E vocês podem ter certeza, disso estamos bem cientes!
Mas o fato é que a cada lugar que tocamos, a cada disco autografado, a cada e-mail que recebemos de fãs e até mesmo a cada “review” que sai do “Immortal”, fica claro pra todos nós que estamos no caminho certo e que a chama dessa banda maravilhosa está mais acesa do que nunca! Shaman é sem dúvida Imortal!
4- Em que sentido você acha que essa nova formação contribuiu para a consolidação da banda enquanto “grupo” e para carreira do Shaman?
(Thiago) - Ah, acho que em todos! Sentimos-nos uma banda muito unida! De uma forma que nunca vi, ou mesmo vivi! E olha que já trabalhei com muitas bandas e também já cantei em algumas (risos).
O Shaman que vivemos é muito energético, é como uma família. É uma organização, onde todos possuem voz ativa, todos compõem, todos correm atrás dos problemas do dia-a-dia e o melhor de tudo, em todos os momentos nós estamos comprometidos com nosso crescimento tanto profissional, quanto como membros do Shaman!
5- O baterista Ricardo Confessori já demonstrou total persistência em continuar com o Shaman. Acredita que o membro de uma banda deve se “entregar” de corpo e alma ao grupo? Esse é um diferencial de um grupo de sucesso?
(Ricardo) - Acho que se deve fazer o que está dentro das suas possibilidades como ser humano. Quando decidir seguir com a banda, analisei o quadro, pesquisei novos integrantes e vi que poderia seguir numa boa. Não acredito em se ficar dando murro em ponta de faca, tem que fazer sentido racional continuar com a banda. Tudo que faço me dedicou 110%, pode ser estudando para um vestibular, indo à faculdade, não importa, é nisso sim que acredito.
6 - No Roça ‘n’ Roll deste ano, o Shaman é um dos destaques. Qual a expectativa para se apresentarem no festival? Estão preparando algo especial para este show?
Thiago – A expectativa é total!!! O Bruno Maia já me falava dele desde a época do “Tinga”. (N do R: Thiago já atuou como produtor de dois discos do Tuatha de Dannan, banda onde Bruno Maia é vocalista).
Sempre me mandava fotos e tudo mais! Na verdade já era pra termos participado no ano passado, mas ficou muito em cima.
É um sonho poder estar presente num festival tão original e carismático quanto o Roça! É praticamente o “Woodstock” brasileiro! (risos).
Todos vão poder contar sim com uma apresentação muito especial por parte do Shaman e podem ter certeza que muitas surpresas os aguardam!
Um abraço a todos e esperamos vocês lá!
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